sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Moral da história: Umbanda

Desde que comecei a conhecer a Umbanda vários aspectos me chamaram atenção desde, obviamente, as incorporações até o entrosamento e a alegria das pessoas de que freqüentavam, mas depois que entrei na corrente mediunica e passei a te-la como minha religião, venho tentando enxerga-la de maneira mais ampla. Comecei a estudar, meio que autodidata lendo livros e tentando decifrar as mensagens que a mim chegavam, de certa maneira isso me ajudou a ver alguns pontos dos quais passavam despercebidos e que hoje vejo que são de fundamental importância.
 Sempre via os guias me falando da importância de cada um dentro de um trabalho desde a assistência e até eles próprios, me ensinado como manter a cabeça firme como eles gostam de dizer, e como a doutrina pode ajudar em alguns casos, a partir daí comecei  a pensar na Umbanda com o principio da religião, sendo assim, a doutrina para regrar a vida e seguir um conceito para crescer na minha jornada evolutiva, não que já tenha alcançado um grau acima muito pelo contrario ainda estou muito aquém do que poderia ou melhor dizendo do que deveria, enfim tentei entender algumas das prioridades e que temos dentro da Umbanda.
 Talvez o que descrevo aqui vai de contra opiniões de outros porem exploro aqui vivências que tive, assim sendo. Eu sempre colocava os elementos da Umbanda na frente dos conceitos e princípios da mesma, como priorizar o ritual, os pontos  e os guias sempre de modo que eles eram o principal, sempre tratando os guias diferentes dos irmãos que ali estavam, com mais educação e mais cuidados, dançava de maneira coordenada para não errar a parte ritualista e outras series de coisas como o fumo dos guias, as oferendas e a vestimenta, quero deixar claro que tudo isso tem a sua fundamental importância na gira e nos trabalhos, mas com o tempo eu via que isso eram elementos da nossa religião, uma parte e não um todo. Como posso explicar na minha humilde visão eu encaro isso como um triângulo e na ponta dele estão as partes que citei agora pouco, mas pouco se trabalha a base moral pra que possamos chegar ao pico que são os trabalhos.
 Não estou criticando onde aprendi mas sim de uma maneira geral todos começamos de uma maneira equivocada, melhor jeito de descrever, muitas pessoas, acho que não é um erro dizer a maioria, procura a Umbanda para procurar um amparo de seus problemas, sejam eles espiritual, carnal e até mesmo material, até porque como dizem alguns pretos-velhos somos um pronto socorro espiritual e não há mal nenhum nisso, mas quero chegar num ponto onde muitas pessoas tem seus problemas diminuídos e/ou sanados, é pra isso que estamos lá certo, porém e como tratamos o pós-operatório por assim dizer, muitos tem um deslumbramentos de tudo isso e vêem como um milagre, outros só voltam quando aparecem outros problemas e ainda os mesmos deslumbrados passado o tempo dos "milagres" vem que não tem digamos retornos  dos quais eles julgam merecedores e saem difamando nossa religião.
Acho que devemos mostrar mais do que é feita nossa religião porque a Umbanda não é só a gira, devemos começar a nos mostrar nossa religião assim como as outras evangélicos não são somente evangélicos no culto, como católicos não são católicos somente nas missas, eles pregam seguem os ensinamentos que lhes são passados, temos que pregar mais o que sempre escuto dos pretos-velhos: a humildade, das crianças: o amor e dos caboclos: a sabedoria. Fazer o mesmo que os kardecistas fazem: palestras antes de cada gira, inicio de trabalhos, sei que temos aversão a coisas paradas que gostamos dos tambores batendo, mas com esses ensinamentos olha o crescimento que o espiritismo teve nesses últimos anos. Devemos para um pouco de falar de qual caboclo é melhor, qual exú se trabalha mais facil ou que doces levar na festa de cosme e damião, vamos mostrar que tudo que acontece está dentro do merecimento de cada um, explicar sobre a lei do retorno, trabalhar a caridade e pratica-la evidentemente e pregar mais sobre o amor, a fé e cativar as pessoas porque em muitos lugares a assistência não é umbandista mas as pessoas que vão as missas e os cultos são respectivamente católicos e evangélicos.
O que quero expor é a nossa fragilidade enquanto cativar as pessoas e mostrar que existe uma doutrina, mostrar a todos envolvidos que não são somente as entidades, trabalhos e pontos cantados, e sim o todo desde a assistência até o chefe da casa, as vezes pessoas chegam com um problema que não será o guia incorporado que ira ajudar e sim outro consulente que esta ao lado, no momento da gira quem ira ajudar a assistência em qualquer necessidade seram os cambones então paremos de falar nós de guias e tantos assuntos irrelevantes e vamos nos focar em unirmos crescermos e trabalhar para que a Umbanda seja reconhecida sim como religião independente de como seja mas respeitando e sendo respeitada. Contudo vamos ser mais Umbanda, mais umbandistas e mais religiosos vamos seguir os conceitos que nos são passados pelos nossos guias ao invés de medir suas forças, testa-los entre outras coisas porque eles nos mostram que eles são importante mas eles sem nós e nós sem conceitos como:  fé, amor, sabedoria, humildade e caridade existe a Umbanda?

Nenhum comentário:

Postar um comentário