quinta-feira, 10 de março de 2011

Decodificação da Umbanda

  Há pouco tempo li um texto falando sobre decodificação para distinguir as varios vertentes que se abriu na Umbanda. Eu comecei a buscar um entendimento e pensar comigo em como isso seria importante principalmente para mim que sou um iniciante, uma decodificação nada mais é para aqueles que desconhecem e até para os vulgos entendidos um esclarecimento para muitas dúvidas de iniciantes até pais de santo, mas me veio uma inpirição de certa maneira contraria, por que me embasei naquilo que li sobre Umbanda pura, traçada e Umbandomblé, devido a tantas vertentes deveriamos decodificar para primeiro saber como distinguir as varias formas pela qual a Umbanda estava se manifestando.
 Nesse texto que li falava sobre o que era a Umbanda pura e traçada, a pura: era aquela que o Caboclo das Sete Encruzilhadas trouxe através do medium Zélio Fernandino que somente pretos-velhos e caboclos queriam dividir seus conhecimentos mas não tinham espaços e que a Umbanda trazia uma palavra simples para o povo mais humilde que assim poderiam entender aquilo que o outro lado trazia já que nos centros Kardecistas eram apenas palestras com grandes homens: fazendeiros, medicos e professores e que não se copnseguiam entender pelas palavras sofisticadas, e ainda sobre a pura ela seria aplicada sobre a base cristã, ou seja ensinamentos de Jesus Cristo, e ai explicou-se sobre a Umbanda traçada que trouxe elementos da cultura Afro: Orixás, padés e etc, e inseriu novos povos de trabalhos como: baianos, marinheiros entre outros. O texto ainda dizia que não havia certos ou errados apenas diferenças pelas quais caberiam uma denominação e decodificação, contudo o texo é interessante e abre uma discussão construtiva e eu até cheguei a compartilhar da mesma opinião até que me veio a inspiração...
 Refletindo sobre os questionamentos dos porquês me vi em meio há um debate de idéias onde eu era favorável a decodificação e meu guia espiritual era não favoravel pelo menos não neste momento, ele me explicou que a Umbanda não deve ser segmentada como vem sendo feita, pois ela historicamente falando ainda é recente na nosso plano ainda há de se crescer, como já é visto, e é normal que haja diferenças do inicio até hoje assim como todas as religiões passam por mudanças e adpatoções ao mundo contempôranio, exemplo disso o Catolicismo que já foi alvo de perseguição, foi elitizada e popularizada mas ainda assim não deixou de ser a religião que é, ainda disse que não há problema na decodificação mas que faze-la agora e nos moldes que estão propondo irá segmentar e dividir a Umbanda e fugiria do principio ao qual ela foi criada e assim sendo ao invés de nos unir iria separar e nos deixar cada vez mais distante, pois além das mudanças que ocorreram ao longo do tempo,  há também as mudanças regionais e isso eu presenciei pois já viajei por alguns estados e perguntei e há diferenças de um lugar para outro e ainda ele me explicou quanto ao fato mencionado referente as incorporações serem feitas apenas por preto-velhos e caboclos, ele me explicou que como a Umbanda cresce com o passar do tempo e ela de certa forma nascendo da necessidade de espiritos com conhecimento a serem divididos conosco, mas em outras searas eles eram tidos como de baixa grau evolutivo, nada mais normal que outros povos com sabedoria que possa ser dividida tivessem seu espaço na Umbanda algo natural segundo ele, porque um país tão rico de cultura somente preto-velhos e caboclos teriam algo para dividir, os baianos com todo axé e alegria particulares deles, os boiadeiros com sua experiencia de vida nos pampas, os ciganos com sua liberdade e as nossas crianças com a inocência e humildade que somente elas tem, não podemos simplesmente deixar de lado o conhecimento que se ganha com a chegada desse espiritos evoluidos e nos ajudando a crescer como pessoas e como grupo. A visão que ele me passou da Umbanda é a seguinte enxergue ela como uma pessoa por mais que seja unica cada um tem uma visão sobre aquela pessoa, por exemplo uma pessoa bonita aos seus olhos pode não ser para outros, uma pessoa pode ser simpatica para uns, extrovertida para outros e os dois para alguns. A Umbanda é unica mas pode ser diferente sim e sempre será mas isso não é motivo para separar ou concorrer entre si, temos de unir crescer como unidade mas sem perder particularidade e peculiaridades.
 Contudo os Umbandistas não devem apontar diferenças e sim agregar, porque o diferente não é algo errado e sim algo novo e sempre temos que aprender coisas novas, e a Umbanda como legitima religião do Brasil um país que cabe todas as culturas de forma ordenada, e que tambem prega: amor, caridade e humildade não pode conter um avanço natural da vida. Então viva as diferenças e viva a Umbanda!!!

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